
O Entrevista Vip dessa semana convida Gorgônio Loureiro, publicitário, jornalista, empresário, produtor de eventos e muito mais, para uma conversa sobre a vida, profissão e sobre o tradicional concurso que define a Rainha do Carnaval de Salvador. Gorgônio lidera o evento há mais de 20 anos e tem experiência de sobra no ramo. Em um momento da conversa, deixa clara a sua personalidade. Super sincero e responsável, ele faz graça com a vida e com humor consegue encantar os que o conhecem. Confira!
Mais Bahia - Quando ingressou nesta área turística? E por quê?
Gorgônio Loureiro - Há mais ou menos 12 anos escrevendo uma coluna e matérias avulsas para o BRASILTURIS Jornal quinzenal especializado em turismo editado em S Paulo com circulação nacional e edições internacionais distribuídos nas feiras de turismo no exterior.
MB -O que o turismo e a política têm em comum? É possível casar as duas?
GL - Só se for a análise, na discussão das políticas do turismo. Mas, tratando-se da atividade da política e do turismo, são duas atividades distintas. Apesar que se tiver que aplicar alguma ferramenta do marketing, neste caso vai ser diferente apenas os objetivos pretendidos em cada um dos segmentos.
MB -O que é o FIPTUR - Festival Internacional de Publicidade do Turismo e Ecologia? Como nasceu a ideia de fazer?
GL - É um evento que trata da comunicação feita para o turismo e a ecologia. Ele é realizado de dois em dois anos itinerante, em um formato de seminário, festival de peças publicitárias criadas para o turismo e ecologia, que são julgadas e premiadas e do festival de campanhas para estudantes de comunicação. O FIPTUR nasceu no Rio Grande do Sul criado pelo publicitário João Firme, e, desde 96 eu o realizo.
MB -O FIPTUR passou por várias mudanças e hoje está mais voltado para sustentabilidade. Quais atividades caracterizam esta adaptação do Festival? E porque resolveu direcionar para este tema?
GL - A necessidade de ser globalizado, de se atualizar com os temas do momento. A sustentabilidade é um tema que vem sendo discutido e debatido desde 2005 com mais insistência, e vai seguir, por que ele tem muito assunto pra falar, debater e aprender sobre sustentabilidade... Não podemos nos distanciar dos grandes temas mundiais.
MB - E o Concurso da Rainha do Carnaval, quando entrou nessa?
GL - Risos... Foi totalmente por acaso. Eu e o saudoso amigo Rêmulo Pastore nos tornamos sócios de uma empresa de assessoria de comunicação e ele era o vice-presidente da ABCC-Associação Baiana dos Cronistas Carnavalesco que na época era o detentor dos direitos de realização do concurso da Rainha do Carnaval. Hoje é o FICET-Fórum Internacional de Comunicação de Ecologia e Turismo. Quando Pastori faleceu em 95, o evento sobrou pra mim como uma herança deixada por meu amigo, e, vão aí 20 anos realizando este evento maravilhoso.
MB -Qual a importância de um evento como este para a Bahia e para a cidade de Salvador?
GL – É importante principalmente para a preservação de um símbolo vivo de um evento como o carnaval.
MB -O que tem de mais bonito no evento, além das candidatas?
GL - Nem sempre todas as candidatas são bonitas fisicamente. Mas, todas são bonitas na sua garra, sonho e vontade de ser Rainha do Carnaval de Salvador e elas passam isso na passarela...
MB -Moças do Recôncavo baiano também podem participar ou só de Salvador?
GL - O carnaval de Salvador é internacional. Não só do Recôncavo, mas do Brasil e exterior. Este ano teve uma italiana que não falava uma palavra em português que foi candidata a Rainha do Carnaval, mas não se classificou entre as 13 finalistas. Isto aconteceu domingo, dia 29 e até hoje está dando o que falar na imprensa.
MB -Como é feito o processo de seleção?
GL - Convidamos um júri que seleciona as candidatas inscritas durante o processo de inscrição espontânea.
MB -Quais os critérios mais relevantes para escolher os jurados?
GL - Ter bom gosto, saber ver a alma e desenvoltura das candidatas, principalmente o conjunto de ações e atitudes que fazem uma candidata virar Rainha do Carnaval.
MB -O que se espera de uma candidata à Rainha do Carnaval?
GL - Exatamente este conjunto de ações e atitudes, que traduzindo, quer dizer empatia com a festa, fazer com que o folião a sinta perto dele ao sentir sua simpatia e graciosidade.
MB -E a premiação, qual é?
GL - Por enquanto R$ 10 mil em dinheiro para a Rainha, R$ 3 mil para a primeira Princesa e R$ 2 mil para a segunda Princesa. Porém, se tivesse mais apoio da iniciativa privada e não só do Governo do Estado com a Bahiatursa, poderia dar mais e melhores prêmios.
MB -Você é publicitário formado pela ESPM em São Paulo, jornalista, presidente do FICET (Fórum Internacional de Comunicação de Ecologia e Turismo), empresário, produtor de eventos, como consegue conciliar tudo isso?
GL -Trabalho. Muito trabalho sem descaso, feriados, sábados nem domingos nem férias desde 92... Pensar, criar, fazer, buscar o novo, o diferente, o melhor...
MB -Sobra tempo pra família?
GL - Sou solteiro, separado de dois casamentos. Tenho um filho Thomaz de 32 anos que mora em Sydney e outra Sophia de 19, que mora aqui com a mãe dela. Moro sozinho, o que facilita muito... risos
MB -Como você se define?
GL - Sei lá... Perguntinha difícil e chata de responder... Aqui ou você é gabola ou mentiroso... Risos. Qual das duas você quer? Risos... Vamos lá... Sou muito sincero, transparente, exigente comigo e com os outros, acho que ser honesto ainda vale a pena, romântico, boêmio e por aí vai... Satisfeita? Risos.
* Gorgônio Loureiro formou em publicidade e propaganda pela ESPM/SP em 77, trabalha com marketing promocional e eventos há 25 anos, é dono da empresa Ponto de Vista Marketing & Comunicação, escreve uma página quinzenal sobre a Bahia para o BRASILTURIS, um jornal de turismo de São Paulo. Também realiza o FIPTUR - Festival Internacional de Publicidade do Turismo e Ecologia, promove o concurso da Rainha do Carnaval há 20 anos e é Presidente do FICET - Fórum Internacional de Comunicação de Ecologia e Turismo que detém os direitos de realização do FIPTUR e da Rainha do Carnaval.