A nossa Entrevista Vip dessa semana é com o talentoso ator baiano Lyu Arisson (foto). Lyu foi dançarino do Ballet Folclórico da Bahia, participou do grupo teatral do Bando de Teatro Olodum, e recentemente atuou no filme “A Morte de Quincas Berro D'água”. O intérprete está prestes a gravar um filme estrangeiro e também deve voltar à tela da Globo em breve, com a continuação de “Ó Pai Ó”, onde interpreta um dos personagens mais carismáticos do seriado, a Yolanda. No nosso bate-papo ele conta que o seriado global lhe deu projeção nacional e internacional e revela os planos da sua carreira de ator e bailarino. Confira!
Por Fabiana Oliva
MaisBahia - Como foi o processo de iniciação da sua carreira de ator?
Lyu Arisson – Meu contato com a arte se deu com a dança aos 9 anos de idade. Com Gilberto Filho fiz meu primeiro curso de interpretação e aprendi o ofício de um ator, durante dez anos.
MB - Qual a importância do Ballet Folclórico da Bahia na sua trajetória artística?
LA – O ballet me possibilitou a disciplina, o domínio do corpo, a criatividade e a expressão da alma.
MB - A série Ó Pai Ó foi um divisor de águas da sua carreira de ator?
LA – Um complemento de conhecimentos técnicos, que adquirir ao longo de minha carreira e me possibilitou projeção e reconhecimento nacional e internacional.
MB - Você ficou famoso por interpretar a travesti Yolanda em Ó Paí Ó. Você tem receio de só receber convites para interpretar papel de homossexual?
LA – Não. O papel do artista é interpretar, independe do sexo do personagem.
MB - Como é a aceitação de um ator baiano na mídia sulista?
LA – Hoje com a abertura que surgiu, o talento dos artistas baianos se comprovam cada vez mais. E por conta disso o “boom" fez com que a mídia vinhece nos requisitar aqui mesmo na Bahia.
MB - Você está prestes a gravar um filme estrangeiro, cujo nome ainda não pode ser revelado por questões contratuais. Como surgiu esse convite e o que podemos saber do personagem?
LA – Eles viram o filme “Ó Paí Ó” através de amigos meus bailarinos que moram no exterior e então surgiu a proposta.
MB - Você está sempre envolvido com projetos sociais. Como isso entrou na sua vida e quais projetos você apóia atualmente?
LA – Sempre tive vontade de trabalhar com meninos de rua. Em minhas andanças pelo Pelourinho é constante me deparar com pedintes e viciados em crack, esse é um dos grandes motivos. Sei do meu papel de cidadão e é o mínimo que possa fazer por eles. Os projetos que apóio atualmente são ‘Arte Consciente’, no bairro da Saramandaia, TV Pelourinho, TV Irecê, TV Itamarajú, TV Curuzú.
MB - Como é o Lyu Arrison festeiro?
LA – É babado... rsrsrsrs. Sou alegre, divertido e se alguma pessoa estiver do meu lado fica feliz, pois eu lhe tiro um sorriso.
MB - Quando você retornará para os palcos baianos e quais são os seus planos para atuar em novela?
LA – Recentemente estreei um cordel chamado "Confusão no Forró de Tonha Cara de Canhão" que está focado nas apresentações para escolas estaduais e municipais no Centro Cultural Plataforma. Pretendo voltar a dançar logo, logo. Coreografando, dançando e quem sabe atuando, são planos. Enquanto a novelas é só me convidar.
MB - Deixe uma mensagem para os futuros atores baianos?
LA – Nunca desistam, temos dom, técnica e me desculpe, somos os melhores. “Tudo que é olhado depende da maturidade e capacidade de interpretação do observador." (meu irmão DJ Ariel).
Jogo rápido
Deus: Tudo na minha vida.
Amor: Minha mãe.
Amizade: Se conquista e se lapida.
Qualidade: Ser muito amigo e sincero.
Defeito: Falar tudo que eu quero
O melhor de Salvador: A diversidade.
O pior de Salvador: Violência e saúde pública.
Um arrependimento: Nenhum.
Um orgulho: Chegar onde cheguei com todas dificuldades e ser soteropolitano.
Perfume: Pacco Rabanne e alfazema.
Marca: Não me importo com isso.
Livro: O evangelho segundo o espiritismo de Allan Kardeck.
Filme: O último dos Moicanos.
Ator/Atriz:Tânia Toko e Wagner Moura.
Cantor/Cantora: Serginho (Adão Negro) e Ivete Sangalo.
Viagem: Nova York.
Frase: Tentei te avisar e você me deu as costas.
Medo: Da morte.
Sonho: Respirar arte e cultura e inserir os jovens no mercado de trabalho.