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Dr. César Araújo afirma que diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento do câncer de mama
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais freqüente do mundo e o que mais acomete às mulheres. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de novos casos da doença esperados para o Brasil neste ano é de 49.400, com um risco estimado de 51 casos a cada 100 mil mulheres. Contudo, estudiosos afirma que esse número poderia ser muito menor caso as pacientes fizessem os exames períodos e preventivos, principalmente o exame de toque nas mamas. Para falar sobre esse assunto, o Vida Boa dessa semana conversou com o médico César Araújo, especialista na área de Radiologia e gestor médico do Image Memorial, que dará discas importante para evitar o aparecimento desse mal.
Mais Bahia – Qual a incidência desta doença no Brasil?
César Araújo - Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) os tumores de mama são os mais temidos pelas mulheres, por conta da sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Estima-se que somente este ano, mais de 49 mil mulheres serão acometidas por essa enfermidade.
MB - Como a paciente pode identificar um tumor nas mamas?
CA - Alguns dos sintomas principais podem ser identificados através do exame de toque, apalpando a aureola do seio, onde está o mamilo, na busca de algum nódulo ou caroço. A paciente também deve se atentar as alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante ao da casca de uma laranja. Além disso, as mulheres devem se atentar ao uso regular de bebidas alcoólicas e ao histórico da doença na família. Isso se configura como um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau foram acometidas antes dos 50 anos de idade.
MB - De que maneira a paciente pode evitar o surgimento de um câncer na região das mamas?
CA - O grande trunfo na luta contra a enfermidade é que a medicina diagnóstica conta com métodos de exames e equipamentos cada vez mais eficientes, facilitando as análises pelos médicos radiologistas, o que garante alto grau de confiabilidade nos resultados. Assim, é possível iniciar o tratamento em estágios iniciais da doença, aumentando as chances de cura.
MB - Que tipos de exame a paciente deve realizar para identificar a doença?
CA - Após o auto-exame e o exame clínico das mamas, a mamografia (radiografia da mama) é o primeiro passo para identificação do câncer nesta parte do corpo. Hoje temos à disposição dois tipos de mamografia, a convencional e a digitalizada. Em ambas, as mamas têm de ser comprimidas para que o radiologista consiga a visualização adequada do tecido mamário interpretando a imagem com precisão.
Além da mamografia, fundamental para o rastreamento de tumores, exames como a ultra-sonografia de alta resolução da mama e ressonância magnética são importantes adjuntos quando a mamografia não consegue caracterizar o nódulo mamário. Também é vital na orientação de punções e biópsias de nódulos, que podem ser tanto sólidos quanto císticos - estes últimos passíveis ou não de serem aspirados e resolvidos.
MB - Um dos motivos da repulsa das pacientes pela mamografia é o mito de que pode causar lesão nas mamas. Isso é verdade?
CA - Isso não é verdade.É importante salientar que apesar de ser considerada desconfortável por algumas pacientes, esta compressão não causa nenhum tipo de agressão à mama. O desconforto acontece apenas durante a realização dos testes.
MB - Quando as mulheres devem se submeter ao exame de mamografia?
CA - As mulheres devem realizar a mamografia pela primeira vez entre os 35 e 40 anos e se submeter a controles anuais a partir dos 40 anos. Nas mulheres com história familiar de câncer de mama, esta recomendação deve ser adiantada em 10 anos. Isso porque esse tipo de tumor é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.
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